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As assembléias obrigam em consciência.
É uma obrigação eclesial. Não
se é Igreja apenas por ser batizado e, sim,
porque se vive em sua comunidade. Temos o caráter
comunitário e solidário. É
bom recordar o Concílio: "Deus não
criou o homem solitário... O homem é,
por sua natureza íntima, um ser social. Sem
relações com os outros não
pode viver nem desenvolver seus dons" (GS n.12)
Isto não vale, particularmente, para o aspecto
espiritual e eclesial.
Não assumir as PRIORIDADES emanadas das Assembléias,
é um pecado de omissão que quebra
o vínculo de Unidade. As Assembléias
das Foranias e Vicariatos foram feitas para servir
à Comunhão e à Evangelização.
Todos devem dar-se as mãos, e sobretudo o
coração, para fazer nossa Igreja crescer
e ser um grande sinal de unidade.
PRIORIDADE 01
Formação
Objetivo:
Promover a formação integral dos agentes
de forma inculturada, a fim de fortalecer as comunidades,
valorizando os ministérios, lideranças
e agentes, educando para a comunhão e a participação,
a nível diocesano e paroquial.
Justificativa:
Considerando a mudança e evolução
da sociedade, faz-se necessária a formação
ampla e permanente de agentes, visando ao surgimento
de novos líderes e articulação
das pastorais e movimentos. Uma formação
que possa despertar o compromisso e o espírito
missionário.
Fundamentação:
À luz da Palavra de Deus.
Cristo escolhe apóstolos e discípulos,
procurando formá-los no aprofundamento de
sua mensagem: "Jesus só falava em parábolas,
mas quando sozinho com os discípulos, Ele
lhes explicava tudo"(Mc 4,34). "Quanto
a ti, permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste
como verdade. E sabes de quem o aprendeste! Desde
criança conheces as Escrituras. Elas têm
o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à
salvação pela fé no Cristo
Jesus (2 Tm 3, 14-15).
Ensinamentos da Igreja:
Paulo VI: "Que o mundo do nosso tempo possa
receber a Boa-Nova dos lábios, não
de evangelizadores tristes, impacientes ou ansiosos,
mas de ministros do Evangelho cuja vida irradia
fervor" (Evangelii Nuntiandi, n. 80).
João Paulo II: "A formação
não é privilégio de poucos,
mas sim um direito e um dever de todos... Ofereça-se
a todos a possibilidade de formação,
sobretudo aos pobres, que podem ser, também
eles, fonte de formação, para todos"
(Vocação e Missão dos Leigos,
nº 63).
Atividades:
01. Programar encontros, em todas as paróquias,
para estudar o Plano de Pastoral com assessoria
do vigário forâneo e/ou episcopal.
02. Introduzir as seis dimensões no planejamento
pastoral - paroquial e Arquidiocesano.
03. Estudar o projeto "Ser Igreja no Novo Milênio".
04. Motivar as paróquias na formação
dos seminaristas e na construção do
seminário Sant'Ana Mestra e do Instituto
de Filosofia e Teologia. "O seminário
é o coração da diocese".
05. Continuar com a Escola de Formação
Cristã e Escolas Paroquiais.
PRIORIDADE 02
Pastoral Social
Objetivo:
Promover, organizar e implementar a Pastoral Social,
a fim de que os serviços da Igreja sejam
realmente sócio-transformadores e promovam
a libertação integral da pessoa humana.
Justificativa:
Considerando a realidade sócio-econômica
e reflexões feitas durante as Semanas Sociais,
sente-se necessidade de uma ação mais
eficaz, por parte da Igreja, junto aos pobres e
excluídos para uma libertação
integral da pessoa humana. Não apenas ações
em vista das pessoas, mas também em vista
da mudança das estruturas injustas da sociedade
de hoje. Que a ação assistencial,
por vezes necessária, sempre objetive alcançar
a promoção das pessoas com meio eficazes.
Fundamentação:
À luz da Palavra de Deus.
"O Senhor disse: Eu vi a opressão de
meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição
diante dos opressores e tomei conhecimento de seus
sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos
dos egípcios e fazê-los sair desse
país para uma terra boa e espaçosa,
terra onde corre leite e mel... O clamor dos israelitas
chegou até mim. Eu vi a opressão que
os egípcios fazem pesar sobre eles"
(Ex 3,7-10).
A mais forte afirmação da pastoral
social está nas palavras de Jesus, que mostra
que no rosto do pobre e marginalizado está
o rosto de Jesus, e que na pessoa deles está
a própria pessoa de Cristo. Basta ter o parâmetro
do julgamento final em Mateus 25, 31-46.
Ensinamentos da Igreja:
João Paulo II no centenário da Encíclica
"Rerum Novarum"do Papa Leão XIII
afirma: A releitura da Encíclica, à
luz da realidade contemporânea, permite apreciar
a constante preocupação e dedicação
da Igreja a favor daquelas categorias de pessoas,
que são objeto de predileção
por parte do Senhor Jesus. O próprio conteúdo
do texto é um testemunho excelente da continuidade,
na Igreja, daquela que agora se designa "opção
preferencial pelos pobres", opção
que define como uma forma especial de primado da
prática da caridade cristã. (Centesimus
annus, n. 11).
"Descobrir nos rostos sofredores dos pobres
o rosto do Senhor é algo que desafia todos
os cristãos a uma profunda conversão
pessoal e eclesial" (S. Domingo, n. 178).
Atividades:
01. Semana Social nas paróquias em 2002 e
Semana Social na Arquidiocese em 2003.
02. Participação nos Momentos Fortes:
Capanha da Fraternidade, (Solidariedade) Grito dos
Excluídos, Movimento Água é
Vida, Feliz Natal para todos.
03. Campanha de crescimento e ação
das pastorais da Juventude, Universitária,
Carcerária e Saúde.
PRIORIDADE 03
Nova Estrutura
Objetivo:
Viver a unidade celebrando a mesma fé e promovendo
a complementaridade de carismas e de serviços,
através da pastoral orgânica e de conjunto.
Justificativa:
A Arquidiocese de Feira de Santana como Igreja Particular,
já estruturada em Vicariatos e Foranias,
(São João Evangelista com três
Foranias e São Mateus com duas) é
portadora dos dons de salvação pata
todos. Essa nova estrutura representa um caminho
novo para toda a diocese pelo qual devemos caminhar,
agregando as pastorais e movimentos em seis Dimensões.
Diante dos desafios inerentes à modernidade
e à globalização e constatando
as mais diversificadas situações em
que vive o povo de nossa diocese (urbanização
crescente, empobrecimento, migrantes sem terra e
sem teto, proliferação de confissões
religiosas) torna-se imperativo para todos dar testemunho
de COMUNHÃO E DE PARTICIPAÇÃO.
Fundamentação:
À luz da Palavra de Deus.
A Igreja é um povo de consagrados, de chamados
e de enviados. "Assim como tu me enviaste ao
mundo eu também os envio ao mundo" (Jo.
17,18). "Eu neles e tu em mim para que sejam
perfeitos na unidade e o mundo conheça que
tu me enviaste" (Jo. 17,23). Jesus envia porque
tem compaixão das ovelhas sem pastor... Então
Jesus chamou os seus discípulos e deu-lhes
as recomendações para a missão
(cfr. Mt 9,36-10,1).
Toda a Igreja é ministerial, tanto o crescimento
da vida interna como no anúncio do mistério
do Cristo aos não evangelizados. Mas o primeiro
testemunho de vida cabe aos seus dirigentes (cfr.
1 Tm. 3,1ss; Ef. 4,12-13; Cr. 12,12-13).
Ensinamentos da Igreja:
A Igreja Particular tem o dever de zelar de modo
igual e justo por todos os seus filhos, dando testemunho,
no seu modo de agir, do ministério de comunhão
e salvação de que é portadora
(L.G. n. 21).
A Igreja foi fundada e organizada como sociedade
(L.G. n. 8) e provida "de meios aptos de união
visível e social (L.G. n. 9). Sua visibilidade
brota da fonte primordial de comunhão com
a Trindade e se explica na partilha de dons e no
testemunho dos serviços gratuitos.
Atividades:
01. Inserção das seis Dimensões
no planejamento pastoral das paróquias;
02. Visitas pastorais: Arcebispo e vigários
episcopais;
03. Reuniões com o Arcebispo, vigários
episcopais e forâneos;
04. Assembléias nas foranias e vicariatos
em 2002 e na Arquidiocese em 2003.
PRIORIDADE 04
Plano de Manutenção
Objetivo:
Elaborar um plano de manutenção da
diocese, a começar pelos padres e diáconos,
que seja a expressão da partilha e exercício
de uma remuneração "pro labore"
eqüitativa e justa para cada um, independentemente
do lugar onde exercem seus ministérios e
que lhes garanta dignidade, autonomia, saúde
e segurança por toda a vida.
Justificativa:
Os padres e diáconos, conscientes de exercerem
o ministério que lhes foi confiado pela Igreja
por toda a vida para o anúncio do Evangelho
e para o pastoreio completo do povo de Deus, devem
ter condições de poder exercê-lo
com disponibilidade e com desapego dos bens materiais,
como é próprio de sua vocação
sacerdotal. Por outro lado, cabe às comunidades
tudo fazer para cuidar da manutenção
de todos os pastores, tratando-os como verdadeiros
"pais na fé"e guias no caminho
da salvação.
A habitual disparidade econômica entre as
paróquias sugere e obriga a busca de um caminho
que permita a constituição de um FUNDO
compensatório para garantir a manutenção
daqueles que são enviados às paróquias
mais pobres.
Fundamentação:
À luz da Palavra de Deus.
Os membros da tribo de Levi, quando o povo de Deus
repartiu a terra prometida, não receberam
sua parte, "porque a parte deles era serem
sacerdotes de Javé" (Js. 18,7).
Paulo aos Coríntios diz: "O Senhor ordenou
que aqueles que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho"
(1 Cor. 9,14). E ainda, "quando existe a boa
vontade, ela é aceita segundo o que tem,
e não segundo p que não tem. Não
se trata de vos colocar em uma situação
aflitiva para aliviar os outros; o que se deseja
é que haja igualdade"(2 Cor. 8, 12-13).
Ensinamentos da Igreja:
A Igreja pede aos Presbíteros que tenham
"a consciência de pertencer a um presbitério,
a qual os impulsionará no empenho de favorecer
seja uma distribuição mais eqüitativa
dos bens enter os irmãos no sacerdócio,
seja mesmo uma certa comunhão de bens"
(Pastores Dabo Vobis n. 30).
O Concílio Vaticano II determina que os Presbíteros
vivam o espírito de abnegação
quanto aos bens materiais. E quanto ao poder, honras
e proveitos pessoais vivam o espírito de
renúncia (confr. OT. 1302; PO. 1188.1198-99).
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